Sunday, November 05, 2006

Simplismente Marie : capítulo 2 - conheçendo a morte

Marie voltava para casa, depois de ter se demitido no trabalho. Maldito Johne's, pelo menos agora ela sabe que ele tem uma amante, e vai usar isso como arma para um futuro suborno, até por que, oras, as pessoas desempregadas também precisam comer.
Ela tocou a chave em cima da mesa, ainda com a loça suja. Ligou o grill ara esquentar e foi ao quarto trocar de roupa. Pequeno quarto, ela abriu a porta do roupeiro, o bastante para nao bater na cama, pegou uma blusa verde claro, tirou o uniforme (que ela nao vai devolver) e colocou a veste. Desamarrou os cabelos, oleósos, devido a gordura das maquinas de frituras e colocou um shorts de jeans. Foi até a cozinha - sala, colocou um pão para esquentar e preparou um café, pelo cheiro o café ja estava velho, mas que se dane, certa vez Marie ouviu falar que café não tinha novidade.
La em cima do prédio ela ascende um cigarro, dando pausas no trago para tomar goles do café, que tinha um gosto um pouquinho azedo. Ela começou a ver o mundo que a cercava, equanto respirava aquele ar quente de meio de rua, via os faróis rapidos lá em baixo, as buzinas a iritavam, e elas nao eram tão raras. Aquele vento quente que vinha detrás dela a dava uma sensação de liberdade, quem dera realmente fosse livre.
Sempre que tem tempo Marie vai até o terraço, e que tipo de desempregado tem algo para fazer?
Por que ela havia vindo ao mundo? Plano divino? se fosse, que Deus ingrato, o que ela havia feito? bom ... Marie nao sabe o que havia feito, e mal tinha ua visão do que queria fazer, ela apenas sabia que agora queria tomar café e fumar. Enquanto podia Marie apenas vivia, pensando na morte, pensando no significado da vida ... se bem que é idiota dar um sentido a vida, ele é tão flexivel quanto o humor dela mesma, ou seja, varia dependente de tudo que estiver afin de depender. E enquanto podia Marie reclamava do que bem entendesse. Olhando para tudo aquilo que a cerca, aqela realidade mórbida e instávelmente cruel, Marie sentiu um desejo de ficar fronte a Deus, e ficar o resto da eternidade mostrando a ele como nínguem no mundo é feliz, e como a pressa é a inimiga da perfeição.
O café acabou, sobrando apenas uma singela gota tão sózinha dentro da xícara, indo de la para ca naquele vidro verde escuro. E, enquanto os faróis iam ficando cada vez mais raros, Marie foi se ausentando do lugar, sabendo que, independente do que desejasse, do que sentisse ou de qual significado tivesse sua vida, ela iria sentir falta daquele momento, que ela tachou como o momento menos infeliz de sua estúpida vida.
Pela manhã, ela escutava barulho de muitos passos no corredor, e nao teve curiosidade para ver o que era, ja que saberia logo mais tarde quando fosse sair. Enquanto fazia o almoço ouviu o barulho da campainha sussurar junto do barulho do arroz fritando na panela. Quão surpresa ficou Marie ao descobrir que a campainha funcionava. Ao abrir a porta se deu de fronte a um homem que aparentava ter sua idade, de cabelos ruivos curtos, com olhos castanhos e roupas de esportista:
- Oi, eu sou seu novo vizinho, aqui do lado - ele indicou com o dedo indicador o apartamento - eu queria saber se vc tem uma xícara de açucar para me emprestar.
- Claro, só um momento - Marie fechou a porta na cara do rapaz, ficou corada e deu um suspiro (que tipo de deus é esse?) correu até o pote do açucare viu apenas um pouco do conteúdo (bom... que eu fique sem açucar, nao posso negar uma xícara para aquele rapaz), ela encheu a xícara (deu direitinho), foi até a porta e a abriu - Aqui.
- Muito obrigado, eu ainda estou organizando as coisas, e nao consigo fazer nada sem estar tomando café. Aqui esta - ele esticou uma xícara com algo que lembrava açucar.
- O que é isso?
- É uma tradição. è sinal de mau agouro nao dar uma xícara de sal em troca de uma xícara de arroz, ou vice-versa.
(Bendita crença, assim meu arroz vai ter sal)
- Aqui esta - eles se trocaram as xícaras - bom, até mais ver então.
- Até mais.
Ao fechar a porta Marie tremia, e quando chegou na sala ouviu mais uma vez aquele ruido da campainha (sera que é ele ... mas denovo?), ela abriu a porta:
- Ahn ... vc vai fazer algo hoje a noite? - perguntou o rapaz.
(Estou tendo alucinações? bom, tenho que me fazer de difícil)
- Eu preciso arrumar algumas coisas para um trabalho, hoje estou ocupada.
- E amanhã?
- Perfeito - ela sentiu que abriu um sorriso de orelha a orelha e tentou desfaze-lo logo em seguida.
Perfeito mesmo, agora ela tinha o que fazer mas ... eles não combinaram nada. (ele vai voltar para marcar algo) Logo depois Marie voltou para cudiar do almoço, agora tudo estava mais claro, um pouco menos triste.

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