Saturday, January 20, 2007

a moeda de AURA

A econômia em AURA é baseada em quatro moedas e duas notas, que se equivalem a moeda de hoje em dia.

Moedas:

Liah - Moeda maior, de uns dez centímetros de diâmetro com um furo pequeno na parte de cima. Ela é feita de ouro e gravada nela há um sol. Ela equivale a 1 real/dólar/euro.

Zeni maior - Tem cinco centímetros de diâmetro, um furo no centro. É feita de prata e tem gravada nela uma lua ao redor do buraco. Equivale a 50 cents.

Zeni menor - Tem três centímetros de diâmetro e um furo no lado de baixo. É feita de cobre e tem gravada nela meia lua e meio sol. Equivale a 25 cents.

Zeni - Tem dois centímetros de diâmetro e não tem furos. É feita de vidro e no meio dela há um pingo de ouro. Equivale a 5 cents.

Papéis: Esse tipo de dinheiro não é comum em mãos de gente com pouco poder aquisitivo. Estanco concentrado nas mãos de grandes fazendeiros e pessoas com bastante dinheiro. Sua presença em mesas de jogos, apostas ou como recompensa é rara e quando vista muito cobiçada.

Lezi - É um papel retângulo com vinte centímetros de comprimento por sete de largura. Tem uma cor marrom, feito de um papel vegetal que raros aqueles sabem como fazê-lo. Ele tem duas espadas atravessadas em "X" desenhados em branco. Equivale a vinte Liares

Izel - É uma nota em forma de triângulo e com certeza a mais rara. É um tecido feio de seda branco que tem o desenho de uma moeda de zeni no meio. Só é encontrada na alta sociedade e equivale a cem Lezis.

Friday, January 19, 2007

A gênese de um imortal: capítulo três - o fim do meio, e o começo do fim

rês dias se passaram e Cenis acordou. Estava fraco de teve de ficar de cama por uma semana, sem sentir direito suas pernas. Gariar disse que era o efeito colateral da poção que ele havia tomado.
Holocausto ficou em uma hospedagem perto da casa de Gariar e eu fiquei com Cenis, a pedidos dele, em um quarto de hospedes luxuoso na casa do velho mago. Discutimos os próximos passos a serem dados. Decidimos que iríamos voltar a Gallian assim que ele se recuperasse por completo, atravessaríamos o oceano e voltaríamos as terras geladas para continuar nossa missão em busca de um amigo de Minuthus, para saber seu paradeiro atual.
Passaram-se mais três dias e era manhã, o dia amanheceu claro, com algumas nuvens no céu, a cidade estava movimentada devido as festas de boas vindas ao inverno. Os preparativos estavam praticamente prontos, as serpentinas atravessavam a cidade, pelos telhados das casas e hospedagens, o palco do show principal estava praticamente montado e as feiras estavam dispostas em seus lugares nas ruas largas que agora estavam estreitas. A atmosfera estava perfeita, estavam todos em harmonia enquanto o alto clero da cidade andava para observar as lojinhas e as pessoas:

- Como esta o movimento Maciel? – Cenis estava ansioso para poder levantar daquela cama e ficava sempre me perguntando como andava lá fora, se estava tudo bem.
- Esta quase tudo pronto, apenas mais alguns detalhes, terminarem o palco e tudo estará perfeito.
- Agente bem que podia ficar aqui para a festa – aquela idéia com certeza me agradava, mas tinha medo de Cenis estar brincando e estar testando minha curiosidade.
- Não sei se é uma boa idéia, quanto mais tempo perdermos aqui mais longe Minuthus pode estar.
- Ele não tem para onde fugir Maciel – Pronto! Cenis me provou que queria ficar para a festa. Por que ele jamais diria isso.
- Bom, se você acha que podemos correr atrás do tempo perdido depois.
- Isso foi um trocadilho?
- Por quê?
- “correr atrás do tempo perdido”? – Cenis deu uma risadinha quando imitou a minha voz.
- Não foi de propósito.
- Mas foi boa.

Holocausto entrou no quarto com seus passos largos, sua capa preta tinha uma caída tão pesada que nem mesmo um temporal de ventos a mexia, seus cabelos brancos estavam molhados e seus olhos pretos fitavam a sala toda:

- Como esta Cenis?
- Ele esta bem – Me adiantei.
- Não perguntei a você rapazote.
- Olha como você fala comigo hein?
- Vocês já vão começar? – Cenis falou em um tom alto – e, como Maciel já disse, estou bem Holocausto, me sinto bem melhor, sentindo um pouco mais as pernas.
- É bom saber que sua recuperação esta rápida. Mas então, para onde vai depois?
- Estamos pensando em voltar a Gallian – Cenis apontou para o outro continente enquanto falava.
- Tudo bem, eu os levo para lá.
- Não há necessidade meu amigo, quero curtir um pouco o mar, faz tempo que não converso com ele. E decidimos ficar para a festa de boas vindas ao inverno, assim cultivamos um pouco nosso lado espiritual.
- Se é assim que quer. Caso mude de idéia apenas me avise. Vou dar uma volta pela cidade.

Quando Holocausto se virou aconteceram duas grandes explosões na rua. O barulho foi muito alto e durante instante todos nós ficamos surdos:

- Vou lá ver o que é – Holocausto se virou e saiu pela janela, logo depois tomou sua verdadeira forma e foi em direção de dois focos de fumaça preta.
- Eu também, devem haver pessoas feridas – Cenis já se levantava crente em ir para o local.
- O senhor não vai a lugar algum Cenis.
- Sai Maciel, devem haver pessoas inocentes precisando de ajuda.
- Nesse momento é você precisa de ajuda. Se você quiser eu vou – Cenis me fitou com aquele olhar de raiva, cheguei a pensar que ele me empurraria para se levantar, mas apenas se deitou novamente.
- Certo, vá rápido e volte aqui para me dizer o que aconteceu.
- Já volto – peguei meu arco e minha aujava de flechas negras e sai pela janela, que tinha uma sacada e já dava direto para o telhado de uma casa.

Fui pelos telhados correndo e cheguei no lugar onde Holocausto estava brigando nos céus com outro dragão, um dragão azul enorme, maior que Holocausto, e ele parecia ter levado e estar levando uma surra. No chão um golem de granito batia nas casas e nos prédios quebrando tudo que via pela frente, e junto dele havia um homem de vestes verde-oliva soltas ao vento, usando um chapéu largo inclinado para baixo e andava tranquilamente, como se não houvesse nada acontecendo ao seu redor:

- Reverter o fluxo da natureza ... Marilia, deusa do puro, me glorifique com a transformação ... transmutar pedra em luz – Meus braços estendidos ao céu me mostravam que meu pedido havia sido atendido. As cicatrizes dos meus ombros cintilavam e o golem de repente se transformou em uma luz intensa. O homem parou e olhou para o lado, enquanto via o gigante brilhar e olhar para si mesmo, logo depois eles continuaram caminhando e o golem a quebrar as coisas.

Desci dos telhados e fiquei no meio da multidão que corria em sentido contrário ao que eu estava, todos fugindo dos estranhos que estavam estragando a decoração da cidade:

- Só uma flecha e já basta. Uma flecha certeira.

Meus dedos agarraram uma das flechas pretas, com uma pena de corvo e uma madeira negra. Coloquei no arco enfeitado pelos deuses e mirei um pouco para cima da multidão. No longe eu vi a cabeça do golem mas já sentia o chão tremer com seus passos pesados. A corda ficou vibrando enquanto eu observava a flecha fazer um arco no ar, indo em direção ao golem, rasgando o vento, e os passos pararam, junto com o barulho de madeiras sendo quebrada. Eu havia o acertado em cheio, sua pequena força boa não havia vencido minhas flechas negras, que quebravam com quase todo o bem existente no mundo. A multidão continuou correndo, até que de repente eu vi ao meu lado, caminhando levianamente, aquele homem de verde. Ele parou ao meu lado e olhou para mim, enquanto eu continuava olhando reto, sério:

- Boa mira. Mas não pense que será assim tão fácil me vencer. Espero que não sustente esperanças de me matar.
- Se estou pensando em te matar ou não é decisão minha.
- Para o seu bem eu espero que não. Seu amigo dragão vai tombar dos céus.
- Não diga asneiras. Primeiro: ele não é meu amigo e segundo: ele não vai perder, ele nunca perde.
- Sempre há uma primeira vez para tudo – eu saquei um punhal que tinha na parte de dentro das minhas vestes bege e pulei em cima dele. Senti apenas uma luz na altura do meu estômago, ela era quente, me queimando a barriga, e me vi acima de todos, ele me jogou longe com apenas uma mão e senti meu pulmão se espremer quando dei de costas em uma parede de pedra no segundo piso de uma estalagem. Até que só me lembro de uma multidão correndo e a minha direita vi Holocausto cair dos céus em forma de espiral e dar um baque no chão, e meus olhos se fecharam.

Tudo turvo, fora de foco. Pedaços de madeira e pedra quebradas recheavam o chão, as serpentinas paradas no ar, paradas no meio de se balé com o vento. Eu não sentia o vento, não sentia cheiro algum, tudo parado, pessoas feito estatuas, uns corriam, outros se levantavam, outros tiravam escombros de cima de pessoas queridas. Eu sentia meu corpo vivo, tomei coragem de me levantar e vi o corpo de Holocausto estendido com a cauda perto de mim. Minha preocupação era Cenis, meu braço esquerdo estava quebrado, sentia meu osso rasgar meus músculos quando mexia, e eu gritava de dor, enquanto minha barriga, em carne viva, repleta de bolhas me deixava enjoado.
A casa do velho Gariar estava intacta, sem nem o pó dos destroços alheios. Não havia ninguém no hall, nem na sala, nem nos quartos, e a casa realmente estava vazia. No quarto de hospedes apenas um bilhete: fomos para o lado norte da guerra, esperamos vocês dois lá. Agora estava tudo perfeito, Holocausto estava ferido, senão morto, minha barriga queimada e Cenis longe.
Por sorte achei duas poções contra queimaduras, que deviam ser banhadas em folhas de goiabeira e feito uma pasta das folhas, e uma poção de cura milagrosa. Após colocar a pasta de folhas de goiabeira na barriga e enfaixar fui até Holocausto, e a cidade toda destruída, a festa acabada, pessoas mortas sob escombros ou pedaços delas pelo caminho. Holocausto tinha voltado a sua forma humana e estava realmente ferido, sangrando até pelos olhos. A poção fez seus ferimentos estancarem, até seu sangue voltou para seu corpo, no fim uma luz surgiu acima de seu corpo e caiu em seu peito, fazendo com que ele levantasse em um pulo:

- O que houve ? – perguntou Holocausto.
- Não sei, aquele homem de verde me atacou e acabei desmaiando.
- Você tentou lutar contra ele?
- Óbvio.
- Além de humano é burro. Você sabe quem era aquela pessoa?
- Não faço a mínima idéia, mas era poderoso.
- O nome dele é Minuthus – minha cabeça estava começando a organizar as informações, mas essa informação pareceu um turbilhão entre montes de papéis.
- Aquele Minuthus?
- Sim, aquele Minuthus. Mas aonde esta Cenis?
- Ele e Gariar sumiram, mas deixaram isso – coloquei a mão dentro das minhas vestes rasgadas e chamuscadas, tirei aquele pedaço de papiro de dentro e o entreguei.
- Certo, vamos indo?
- Para onde?
- Para a ilha do véu, no continente do caos. Lá é uma das bases da guerra do continente.
- Não tinha pensado nisso.
- Claro que não.
- Nem nesse meu estado você me da um pouco de trégua?
- E esse seu braço?
- Quebrado.
- E por que não o imobilizou ainda?
- Não achei instrumentos, e outra, como imobilizaria meu braço apenas com uma mão?
- Vamos cuidar disso e partimos.

Holocausto colocou meu osso no lugar e imobilizou com uma tala e panos rasgados. Estávamos prontos para partir. Holocausto subiu alto e começou a voar:

- Você esta devagar – indaguei.
- Não posso voar rápido demais, senão você pode cair.
- Não se preocupe comigo, estou firme. E não se esqueça que temos urgência.
- Se você que diz, apenas se segure firme.

A velocidade era enjoativa, por pouco não vomitei algumas vezes. Chegamos no nosso destino rápido e lá a guerra já havia começado a décadas. Os corpos dos mortos estavam intactos, graças a maldição do lugar. O cheiro era aquele mesmo de alguns anos atrás, e senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto, aquela lágrima era mais um pedido de desculpas, e eu ainda devia demais:

- Lá estão eles – Holocausto apontou para baixo e vi Cenis abanar, já de pé, e ao seu lado o velho Gariar.

Estavam numa clareira de um pântano. Holocausto chegou o mais próximo do chão, batendo em algumas árvores, para Cenis poder me pegar.

- Obrigado Cenis.
- Seu braço esta quebrado?
- Sim.
- Maldito, você já sabe quem foi que fez aquilo? – Cenis estava claramente irritado.
- Sim, fiquei sabendo que foi Minuthus. Foi ele que queimou minha barriga e quebrou meu braço também.
- Ele tentou invadir minha casa. Certamente queria matar Cenis – Gariar tinha um ar triste na voz – e você Cenis, trate de se acalmar.
- Ele me paga. Ele vai sentir toda dor que proporcionou as pessoas ate hoje na lâmina da minha espada.
- Não será agora Cenis – Holocausto vinha do meio de algumas árvores secas – tem que ficar calmo. E outra: Minuthus não esta aqui nas terras do Caos.
- Mas eu e Gariar o vimos.
- Não se esqueça que além de tudo ele é um Deus. Qual a dificuldade que ele teria de acelerar o tempo sem que não percebêssemos e depois voltasse o tempo quando já estivesse onde quisesse.
- Foi isso que ele fez comigo – agora eu estava entendendo como ele apareceu do meu lado.
- O que houve Maciel? – Cenis olhava para mim como se eu tivesse a resposta para todas as perguntas.
- Ele estava bem longe no meio da multidão lá na cidade, e de repente apareceu do meu lado, e me atacou.
- Deixando detalhes a parte. Precisamos decidir o que faremos – E Gariar estava certo, estávamos sem lugar para repousar, sem comida, sem água e sem nada.
- Não há problema – Holocausto falava calmamente – conheço alguém aqui perto. Conheço um dragão que mora em uma caverna próxima e tenho certeza que nos acolherá muito bem.
- Certo. Vamos indo, não temos tempo a perder. Se Minuthus realmente é um Deus e quer nos matar ele não vai demorar para nos achar.

Duas horas de caminhada pelo pântano chegamos a uma caverna cheia de limo e de ossos na entrada:

- Eu entro e converso com ele – Holocausto se transformou em dragão e adentrou a caverna.

Alguns minutos depois saiam de dentro dela Holocausto e um homem alto, de seus quarenta nos, com cabelos ruivos compridos e de olhos vermelhos, com pele bem branca:

- Ele nos aceita aqui. Podemos ficar aqui o tempo que for necessário, só tendo de manter o silêncio e a ordem.
- Temos um acordo senhor ... não sei seu nome.
- Meu nome é Valigori, sou filho do dragão rei dos dragões vermelhos.
- Senhor Valigori, meu nome é Cenis
- Eu sei quem você é.
- Esses são Maciel, meu escudeiro e esse é Gariar, um velho amigo mago.
- Vocês são bem vindos a minha humilde caverna, só peço que não toquem em nada.
- Suas exigências serão devidamente respeitadas. E agradecemos desde já esse favor.

Dentro da caverna haviam pinturas penduradas nas paredes desniveladas, sofás de couro vermelho, uma lareira e uma cama de casal com um cobertor vermelho de seda:

- Vocês podem se acomodar ali – ele apontou para um lugar onde havia um canto de chão nivelado e bastante madeira e feno – aqui é frio a noite, recomendo que façam uma cabana com essas madeiras, acho que daria certo.
- Sem dúvida é uma ótima idéia – Cenis examinava as madeiras segurando o queixo.

A noite Cenis saiu para caçar e voltou carregando um porco, que foi devidamente assado. Um pequeno iglu foi feito com as madeiras, grande o bastante para nos acomodar dentro dele, a todos nós.
Depois de discutirmos sobre nosso próximo passo fomo dormir, um calor estava me incomodando e quando abri os olhos durante a noite vi sobre mim labaredas de fogo:

- Fogo! – quando eu gritei Cenis se virou e olhou para cima, se deparando com as chamas também. Gariar e Holocausto acordaram assustados, percebi que Holocausto já ia me xingar até que viu o fogo.
- Para fora, agora! – Cenis me empurrava para fora dali – Rápido, vamos rápido!

Lá fora a história piorou. O dragão Valigori estava na sua forma de dragão e puxava ar para baforar a todos nós. Cenis pulou na minha frente e me abraçou, o fogo pegou em todo ele e queimou meus pés. O cheiro de carne queimada tomou o lugar e Cenis se virou, deixando a minha vista suas costas totalmente queimadas, em carne viva sangrando e roupas chamuscadas:

- Aqui é o final da linha para vocês – o dragão ficou de pé enquanto Holocausto e Gariar saíram do iglu.
- Na verdade é o final da linha para você. Maciel, minha espada – eu corri até o iglu que já queimava e peguei tudo que pude.
- Aqui – entreguei a ele ainda na bainha, pois a espada queimaria meu braço todo se a desembainhasse.
- Certo. Valigori, filho do rei dos dragões vermelhos, antes que morra me responda: foi Minuthus que mandou você fazer isso?
- Ele não mandou nada, ele esta me pagando para isso.
- Cenis, deixe ele comigo – Holocausto tirou a capa pesada de cima do corpo e suas runas começaram a brilhar – Leve Gariar e Maciel daqui. Maciel esta ferido e Gariar esta em desvantagem contra o fogo.
- Vou levá-los para um lugar seguro e volto aqui para te ajudar.
- Eu que arrumei esse lugar, me deixe aqui – suas runas brilharam intensamente e ele se transformou em um dragão branco, com chifres e uma cauda negra – Valigori, não vou poupá-lo do castigo por ter se vendido.
- Cada um sobrevive do jeito que pode. Mas lamento dizer que vocês não vão sair daqui, tranquei a passagem para fora com rochas.
- Só isso? – Cenis riu alto com as mãos na cintura – e você ainda tem coragem de dizer que sabe quem eu sou.

Valigori investiu contra Holocausto e os dois se digladiariam aos socos e mordidas quando eu, Gariar e Cenis saímos correndo até chegarmos a saída trancada por rochas enormes:

- Isso vai doer – Cenis embainhou a espada e serrou as mãos.
- Não Cenis, isso não – Mas não adiantava eu insistir.

Cenis gritava de dor enquanto esmurrava as rochas fazendo elas racharem e quebrarem. Eu ouvia seus ossos quebrarem e o sangue sujava a rocha. Eu podia sentir sua dor de certa forma. Ao fundo os urrus dos dragões preenchia aquele cenário infernal. As pedras pareciam todas rachadas a ponto de quebrarem:

- A partir daqui deixe para mim Cenis – Gariar fez gestos desconhecidos para mim e no ar um símbolo apareceu, era o símbolo da água.

O símbolo brilhou em azul e dele um forte jato de água saiu em direção das rochas, atingiu de forma tão forte que jogou as rocha para fora da caverna, deixando a passagem livre:
- Pronto.
- Bom trabalho Gariar – Cenis fez continência para o mago e depois saímos correndo dali.

Antes de realmente sairmos da caverna um jato forte de sangue nos atingiu em cheio, era tanto sangue que chegou a empossar o chão. O medo maior era olhar para trás e ver o corpo de Holocausto caído. Por isso não me virei:

- Holocausto ! meu amigo – Cenis correu de volta e eu consegui imaginar a cena, por isso não me virei, apenas sentia o sangue quente de Holocausto aquecer meus pés até minha canela.
- Vamos indo Gariar – peguei pela mão do mago e o arrastei.
- Não, precisamos ajudar Cenis.
- Ele ficará bem, deixe ele sofrer sozinho - acho que Gariar entendeu o que eu quis dizer, tanto que se virou e correu comigo para longe dali.

Algumas horas se passaram e vimos Cenis se aproximar cheio de sangue, junto de lágrimas e carregava a espada ensangüentada fora da bainha. Todo seu corpo estava sujo de sangue, limpo apenas onde as lágrimas escorriam:

- Esta feito – Cenis se aproximou e sentou no chão, deixando a espada na sua frente – agora começou, esta feito.
- O que houve Cenis? – perguntei temendo a resposta.
- Minuthus entendeu meu recado na caverna.

Na caverna tudo estava um silêncio. O sangue empoçava o chão e o corpo de um dragão estava pendurado em uma pedra pontuda, com a cabeça atravessada na pedra. E escrito nas paredes com sangue: estou cansado de brincar de gato e rato. Se você tem o mínimo de virtudes você vai se apresentar perante mim e desse encontro somente eu sairei vitorioso.

T

Thursday, January 18, 2007

Vamos entender melhor ...

Sobre o mundo do conto: A gênese de um imortal.

Estou publicando o conto, que se passa em um mundo de fantasia medieval que eu mesmo criei, mas deixei vocês sem muitas informações do que estão lendo .... peço desculpas e espero que esse póst novo sirva de grande ajuda:

Aura é o nome dado a palavra "mundo", ou seja, não existe mundo, e sim Aura. Éla é um planeta redondo onde existem três continentes principais: As terras abaixo, O continente do Caos e o Continente dividido.

Continente do Caso: é um continente onde, centenas de anos atrás, dois magos disputavam o trono de maior mago do mundo e começaram a matar pessoas próximas ao outro, até que o mago do sul exterminou dois terços das pessoas do lado norte, e assim começou a grande guerra eterna, que se pendura até hoje, já com outros mihares de motivos, que crescem como uma bola de neve. A terra carrega tanta ambição, covardia e tristeza que foi amaldiçoada pelos deuses e pelos demônios. Nessas terras os corpos chegam a ficar décadas sem se decompor, eles fedem e ficam intactos, e assim trincheiras são erguidas com corpos desfalecido. Nessa terra muito pouco sobrevive. Algumas sociedades nômades que sobrevivem saqueando os mortos. Alguns chefões cercados de segurança e etc.

Continente dividido: é o continente principal. O mais habitável e mais próspero deles. è dividido em vários reinos e o continente das aventuras. Aqui estão a montanha de gigantes, a grande colina de espelho grande parte da muralha dos anéis e a maior escola de magia fica no arquepélago norte do continente.

As terras abaixo: esse terceiro continente fica abaixo da terra. Sua seperfície é quente demais para haver vida. è um povo de estilo e cultura oriental feudal. As terras são separadas por camadas, num total de nove, e onde, quanto mais rico se é, mais para cima se vai. Tem um céu magico e abençoado por fontes de água que dão vida ao lugar. Parece um lugar nromal, com cidades grandes, calçadas de pedras. Há dojos, comercios, medicos, escolas e etc. Tudo tão normal quanto na superficíe. Esse povo sofreu um ataque da natreza a dois séculos e aqueles que sobreviveram se mudara para o subsolo, ali é sua terra e seu orgulho. É um lugar com bastante segurança e, principalmente, com bastante tradições.

Aura tem um conjunto de três anéis que formam uma faixa luminoza amarela de meio centímetro no chão a noite. Todos acreditam que é desses anéis que vem a magia, e assim certamente seja. Em cima desse feixe de luz foi construido a muralha dos anéis, uma muralha construida ao redor do mundo todo, tanto por terra quanto por mar, atravessando todo o mundo. Aura tem duas estrelas: Lomãnian e Pararacelso. Uma delas divide o céu com o sól durante o dia e a outra ilumina o céu a noite.

Para mais informações, duvidas ou críticas me pergunte aqui pelo blog, assim a resposta pode valer para mais pessoas.

até mais.

Wednesday, January 17, 2007

Ampulheta vazia

A ampulheta de vidro negro tinha dento dela o resto de seus grãos brilhantes,
O brilho falso de algo bem maior,
Que pega fogo, jogando suas labaredas dentro do cristal cica;
Os grãos que caem formam uma chuva de prata, digno de pena;
Os grãos viram, vão e vem, de lá para cá,
Eles se contraem e se dissipam, como se explodissem,
Feitos de pó, vindos do pó, sendo o pó;
Vivendo como parte de algo bem maior,
Fazendo parte dos plahos que os ponteiros escolhem,
Construindo algo que não nos pertence,
Sucumbindo a desgraça, sucumbindo ao criador, sucumbindo ao pó;
Viajando entre os grãos cincilantes,
Descontente com a insignificância de alguns e o poder de outros;
Viajando como miseráveis mochileiros pela ampulheta,
Só conseguindo ver o que os olhos enxergam,
Sem ver o que segura o vidro,
Sem ver o que sustenta o tempo,
Com olhos desfocados para entender o criador dos ponteiros,
Entender seu sentido,
Suas incertezas e ignorâncias;
Seus vícios são segredos,
E seus prazeres são vícios.
Como um plebeu ou uma plebéia;
Como todos nós, como a grande força;
Como a grande incerteza da racionalidade ou do humanismo;
Os grãos chegam ao final,
Deixando a esperança para aqueles que vêm atrás,
E o último passou;
Um giro
E os grãos de brilho falso voltam a cair
Fazendo chover prata pobre no universo,
Começando tudo denovo
E denovo
...
...
E denovo
...
...

Saturday, January 13, 2007

A gênese de um imortal: capítulo dois - a aliança entre titãs

15 anos atrás

- Conseguimos Tomas – um homem de vestes de couro vermelho segurava com esforço um ovo de grandes proporções.
- Sim, finalmente conseguimos Hior, agora podemos ficar ricos – um anão robusto de cabeça raspada e uma barba espessa fazia um sinal de positivo com o dedão.
- Aonde vamos agora? Onde podemos conseguir um bom preço por essa raridade?
- Bom, vamos ao mercado negro. Não é todo dia que se vê dois homens corajosos o bastante para roubar um ovo de dragão e sobreviver para poder vendê-lo.
- Vamos logo antes que a mãe volte.
- Vamos, vamos

Uma pedra acertou o anão em cheio na cabeça:

- Alguém esta nos vendo.
- Por que Tomas?
- Me acertaram uma pedra. Quem esta ai? – a voz do anão ecoou forte.
- SShhh, quer chamar a atenção da mãe deste ovo? – quando terminou de falar Hior levou uma pedrada na testa – Ai, droga, da onde veio?
- Daqui seus idiotas – uma voz de criança veio da copa de uma árvore ali perto. Um menino de aparentemente doze anos mirava uma funda na direção dos dois, agora podia percebê-lo pelos vãos nos galhos – larguem esse ovo e vão embora.
- Seu moleque desgraçado – o anão catou uma pedra do chão e tocou em direção ao garoto, mas a pedra passou longe – desça já daí moleque, você pode se machucar – e outra pedra o atingiu, agora no peito – Ai !!!
- Já disse, larguem o ovo no chão e vão embora, é o último aviso.
- Não vamos largar nada moleque desgraçado, esse ovo é nosso – a voz fina de Hior era irritante.
- Cale a boca – gritou o garoto
- Cale a boca você – Hior gritou mais alto que o garoto e levou uma pedrada na bochecha que chegou a fazer um pequeno corte – desgraçado, se você tem coragem desça aqui e lute conosco.
- Pelo bem de vocês estou testando meu poder de intimidação. Larguem o ovo e vão embora.
- Pois não esta funcionando moleque – gritou Tomas.

O garoto desceu da árvore. Tinha uma roupa maltrapilha suja, uma bermuda de pano velho, um calçado de couro batido e um cabelo na altura dos ombros. Ele caminhou até ficar ainda um pouco afastado dos dois maiores:

- Me dê o ovo – os dois homens se olharam e, juntos, deram um sorriso meio sarcástico.
- Toma garoto – Hior tocou o ovo para o garoto.
- Peguei – ele pegou o ovo quando estava abaixo da sua cintura e viu o anão correr com um machado em sua direção.
- Pegue isso agora moleque – o fio do machado fazia um zunido no ar, indo em direção do pobre rapaz.
- Idiota – Antes que o machado o atingisse ele tocou o ovo para cima e desviou o corte para a esquerda com a palma da mão, fazendo com que o machado cravasse no chão – toma isso! – com a mão fechada o garoto acertou o nariz do anão em cheio, fazendo sangrar.
- Meu nariz ! meu nariz ! - o anão corrida em círculos.
- Seu moleque, eu vou te esganar – Hior ia com um punhal para cima dele quando tropeçou a poucos metros do garotinho.
- Hya – ele chutou com toda força a cara do homem enquanto estava caindo, chutou tão forte que a parte de cima de seu pé latejou de dor.

Hior estava desmaiado e Tomas ajoelhado segurando o nariz enquanto o sangue escorria por entre seus dedos:

- Vá embora e te concedo perdão – Tomas se levantou e saiu dali correndo.

Cuidadosamente o garoto pegou o ovo, peso que ele ma suportava, e foi caminhando cuidadosamente para dentro da caverna da qual os dois homens haviam saído. A caverna era enorme e tinha um túnel que levava a esquerda, onde logo em seguida viu uma cratera cheia de galhos secos e folhas de árvores grandes. Quando colocou no lugar ouviu grades passos atrás de si:

- Quem você é ladrãozinho? – Uma dragão enorme preto estava de pé na sua frente, com a cabeça quase batendo no teto. Tinha uma voz feminina.
- Desculpe, mas é que eu vi dois homens roubarem este ovo e imaginei que fosse da senhora.
- Pode me provar isso?
- Não.
- Não precisa, vejo que o que diz é verdade.
- Obrigado por acreditar em mim.
- Você é muito corajoso rapazinho – a dragoa passou per ele e se deitou no ninho.
- Obrigado – ele falava de cabeça baixa.
- Graças a você meu ovo esta aqui de volta, como posso te retribuir pela sua coragem?
- Não precisa me agradecer de maneira nenhuma. Com licença, preciso ir embora.
- Antes que vá embora, por mais que não deseje ser recompensado, pode pegar a quantia que quiser em dinheiro que te por baixo daquela pedra – ela indicou uma pedra pontuda que realmente parecia tampar algo – e outra coisa, volte aqui em cinco meses, até la minha cria terá nascido e quero que você veja os frutos de sua honra e honestidade.
- Sim senhora, retornarei então em cinco meses – ele passou reto pelo dinheiro e se dirigiu, em passos rápidos, para a saída da caverna.

--- Cinco anos e dois meses depois ---

Aquele mesmo menino se dirigia a cratera, seu cabelo havia crescido, chegando a altura das costas. Tinha uma capa branca cobrindo seu corpo e caminhava rápido. Ao chegar na boca da caverna ele reparou como ela ficara menor, ou seria ele que ficara maior? Diminuiu bem a velocidade do passo e adentrou a caverna com cautela. Um choro vinha de lá, um choro calado mergulhado em tristeza, ele começou a correr até que chegou no ninho da dragoa. Um corpo de uma mulher de seus trinta anos estava no chão, com graves ferimentos, e em cima dela um rapaz jovem, de doze anos, com suas asas membranosas estendidas :

- Mamãe ! abra os olhos mamãe ! – aquele rapazinho chorava em cima do corpo da mãe.
- Com licença – o rapaz se fez chamar atenção.
- Quem é você – o garotinho estendeu as asas e se virou rapidamente – você, você se parece com ele.
- Com quem? – o menino começou a se aproximar do nosso herói e a rodeá-lo.
- Você é o menino que me salvou uma vez?
- Creio que sim, se aquela ali for sua verdadeira mãe e ela for quem eu penso.
- Sim sim. Em alguns momentos pensei que você fosse fruto da imaginação de minha mãe.
- O que houve com ela? – o menino passou a mão no rosto para enxugar as lágrimas.
- Dois dragões vieram até aqui e a mataram – o rapazinho se grudou na capa branca e começou a chorar novamente – eu não vi direito, ela me escondeu em uma pedra com um fundo oco e eu só escutei o rugido dela na beira da morte.
- Eu demorei para voltar mas imaginaria que a visse viva. Isso significa algo garoto, os deuses me mandaram com um propósito e eu sei qual é. Você reconheceria os dragões que mataram sua mãe?
- Sim. E ouvi eles dizerem que voltariam para casa, aproveitariam e passariam na “taverna do medonho”.
- Temos pistas, já é o bastante. Só descansaremos quando vingarmos sua mãe garoto – ele deu duas palmadas carinhosas na cabeça do menino.

Ele pegou o corpo da mulher, que parecia ter um profundo corte no peito, e o levou para a rua. A enrolou em sua capa e cavou um buraco com as mãos, sem deixar que o garotinho o ajudasse. Eles a sepultaram e rezaram pelo seu nome. Desejaram que a Aura fizesse de seu corpo parte da justiça e saíram caminhando dali, em direção a dois grandes dragões que, um ano e dois meses depois, acabariam sendo vitimas da justiça andarilha, daquele que alguns anos mais tarde seria conhecido como “a balança dos pecados”

A verdade sobre os rodeios

Vamos nos lembrar daqueles lindos tempos da novela América, que teve como um dos temas os rodeios, onde os artistas falavam na TV que era lenda aquele assunto de que os animais eram maltratados e etc .... vamos nos lembrar de que o que se via na TV era um espetaculo "lindo" onde um homem corajoso montava em um animal feroz (que inclusive só mostra sua furia quando tem alguém em cima) e tentava ficar certo tempo no lombo do animal para poder ganhar muito dinheiro ou alguns bens de valor. Todos nós sabemos das mentiras que giram em torno do segundo maior mei de comunicação global, todos nós sabemos também que atores interpretam muito bem e, finalmente, sabemos também da grande quantia de dinheiro que gira nesse mundo de divertimento barato. Então você, como eu, pode chegar a conclusão que o dinheiro compra tudo hoje em dia, e que seria bem fácil um ator mentir sobre o que realmente vê, você me entende?
Voltando ao tema mor. Você gosta de rodeios? você nao gosta, mas tem certeza de que eles nao maltratam os animais? OK, se você conseguir ver alguns segundos desse vídeo e nao sentir pena destes animais você volta aqu e joga isso na minha cara. E se você sentir pena logo no começo recomendo que nao assista essa prova de crueldade até o fim :
Você ja viu? bem, se não viu recomendo que veja pelo menos o começo para entender do que se trata e poder seguir sua leitura a diante.
Vocês perceberam o quão tristes eles ficam enquanto fazem o que fazem? como seres dessa laia se julgam racionais? Certa vez vi eles dizerem que touros não sentem dor por que tem "menos terminações nervosas", certamente o animal que escreveu isso não sabe que o touro é um mamífero e todos mamíferos se equivalem em terminações nervosas, certamente ele nem saiba o que são terminaçõs nervosas, mas enfim. O que uns acéfalos desses tem na cabeça? merda? eles não tem um pingo de pena? eles veêm os animais como meros bonequinhos com sangue que servem para o divertimento alheio da massa também acéfala que vai a esses rodeios medíocres. E o que acontece com um touro que machuca um peão? ele é praticamente espancado quase até a morte, a pauladas.
Antes que vocês pensem que sou vegetariano radical eu ja digo: eu como carne sim! Só que há uma espantosa diferença entre tirar da natureza o que se precisa para sobreviver (por que a carne vermelha tem proteínas que só ela tem) do que matar e maltratar por diverção. Não sou a favor de vegetarianos radicais que nao comem carne por pena dos animais, eu como moderadamente, vocês podem dizer que eu ajudo a matá-los, mas não posso fazer nada se estou no topo da cadeia alimentar. Eu sei que isso parece contraditório mas é uma coisa que realmente não tem grande sentido, eu sinto pena e como a carne deles quando estão mortos. Bois, vacas, galinhas, porcos e etc são muitas veze criados para servir de comida (na maioria das vezes) e eu não culpo seres humanos por isso, não culpo ninguem por matar para se alimentar (em exceção aos canibais), só que antes mate rápido do que faça o animal sofrer. O que aconteceria se eu abrice um rodeio humano, onde um ser humano monte em outro, que tem seus testículos amarrados, e ele precise ficar certo tempo para levar seu grande prêmio? eu seria preso, é óbvio. Mas então a própria justiça diz que matar cruelmente seres racionais é crime, mas por que? seres irracionais não sofrem? só por que não gritam de dor não quer dizer que não sintam nada.
Em termos eu concordo com o green peace, mas acho que ninguem pode concordar cem por cento em nada nesse mundo. Concordo com a maneira de como eles fazem para expressar o que dizem, até por que se nao forem radicais sabem que nao chamaram a atenção de jeito nenhum. Concordo que casacos de pele são cruéis e que lutar contra a morte do verde é necessário, são coisas tão óbvias que chega a ser ridiculo pensar que existe gente que não liga pra isso.
Outra coisa que muitas pessoas alegam é que rodeios faz parte da cultura de milhares de pessoas. Cultura? claro, melhor que bethovenn, quem é o cinema perto do divertimento sanguinário que é o rodeio? para que servem exposições de arte se logo ao seu lado há uma arena de rodeio? Falando em arena, vejam bem, a palavra "arena" ja diz tudo que o rodeio é, a palavra tem um sentido popular de que? quando voce pensa arena logo lembra das arenas de luta e etc, e o rodeio é isso: a luta de um homem contra um animal, a única diferença é que o homem esta com uma vantagem absurda. Se rodeio faz parte da cultura de uma grande fatia de pessoas eu só tenho algo a dizer: que cultura inútil. Que sentido tem um rodeio? para mim serve apenas pra mostrar que eu estou acima de muitas pessoas.
Sendo assim, termino esse texto dizendo que muitos de nós nos acostumamos com o altar em que nos puseram. Nesse altar onde parece que tudo podemos, e que até tem uns que realmente que podem. Essa "cultura" semêa a crueldade contra seres muitas vezes indefesos que apenas o que podem fazer é tentar, inutilmente, se defender de um inimigo bem maior: o dinheiro. É uma pena que milhares de pessoas achem divertido ver a mutilação de um ser vivo, mas igualmente esperançoso saber que algumas pessoas veêm a verdadeira verdade que esta por tras de muito dinheiro manchado de sangue inutilmente derramado.

Thursday, January 11, 2007

A gênese de um imortal - os valores de algo acima de tudo

Gallian é, com certeza, um dos lugares mais frio de todo o mundo. Suas montanhas enormes são tapadas pela neve o ano todo. Suas aldeias são formadas de cabanas de tijolos bem reforçadas e todas com suas lareiras para não serem abatidos pelo constante frio que perpetua na região. A nossa frente tínhamos uma estrada rodeada por pinheiros lotados de branco, a neve vinha até a altura dos joelhos e a dificuldade de se caminhar era tamanha que em alguns momentos Cenis me carregou nas costas. A estrada era um tanto quanto calma, não encontramos inimizades durante doze dias e o alimento era escasso, baseado em carne seca, que em alguns momentos comemos crua, e chá de folhas de pinheiro. O fogo era raro e campos para repousar ainda mais, passamos dias difíceis indo em direção de uma cidade ao leste daquela região, onde pistas indicavam um amigo próximo de Minuthus:

- Maciel, aquilo lá ao longe é fumaça? – Cenis apontava para o alto, onde realmente havia um fio de fumaça preta bem fino.
- Tem tudo para ser senhor.
- Vamos até lá ver o que se passa e se for uma estalagem repousaremos lá até amanha ao amanhecer.
- Sim senhor – Continuamos caminhando, mudando nossa rota e adentrando a floresta de pinheiros.

Mais alguns quinze minutos de caminhada e chegamos a um vilarejo pequeno, com, no máximo, trinta casas e dois prédios maiores. No primeiro prédio que vimos havia uma placa de madeira em que se lia “taverna e estalagem” em alto relevo. Os vidros estavam enfumaçados e de fora podia se ver uma grande luminosidade vinda do recinto. Adentramos chamando a atenção, pois ninguém esperava receber clientela naquele começo de noite. Haviam uma dezena de mesas redondas vazias e, em um canto da taverna, um grupo de vestes verde-oliva conversavam e riam alto, fazendo brindes de chope e contavam piadas. Pegamos uma mesa em sentido oposto ao daqueles homens e nos sentamos, tirando as bagagens das costas e as repousando em uma mesa vazia ao lado da nossa:

- Boa noite senhores, no que posso ajudá-los? – um homem robusto, alto, de cabelos bagunçados e um sorriso no rosto falava conosco enquanto batida com um lápis em um pequeno bloco de papel.
- Boa noite cavalheiro, o que você vai querer Maciel?
- Por hora nada senhor, estou sem fome.
- Bom, então me veja uma jarra de vinho tinto por enquanto.
- Já trago, com licença senhores.
Cenis degustava o vinho enquanto nossa conversa era atrapalhada pelos gritos dos homens de verde. Momentos depois a taverna inteira escutou um deles subir na mesa, no seu peito havia uma ampulheta vazia, e erguer seu caneco de vidro grosso:

- Um brinde senhores ... um brinde ao ser mais inteligente e mais poderoso de toda essa existência medíocre, um brinde ao senhor dos tempos .... um brinde a Minuthus, supremo Deus do tempo, e que seu nome seja ouvido e temido por toda extensão dessa Aura.

O que se ouviu depois não foi as canelas se tilintarem, e sim o tapa com as duas mãos que Cenis deu na mesa ao se levantar, derrubando o jarro de vinho no chão:

- Supremo o que? Você tem coragem de dizer que um imortal de meia tigela é supremo? Ele não vale nem a merda que eu cago rapaz

Os homens se levantaram, e um deles, o que estava em cima da mesa vinha a frente:

- Retire o que disse imediatamente homem .... senão não respondo pelos atos de meus colegas.
- Não tenho medo de vocês, na verdade não tenho medo nem dessa supremacia que vocês dizem. Ele não é um Deus, não tem o orgulho de um Deus, não tem as virtudes e a moral de um verdadeiro Deus – um homem tentou tomar a frente com espada em mãos mas foi impedido pelo homem da mesa.
- Qual é teu nome? Quem és tu? Para acusar assim um ser supremo você deve ter pelo menos um motivo ou uma prova, não tem?
- Isso não é da sua conta rapaz.
- Por que me chama de rapaz? Deve ser mais novo que eu – Cenis riu alto e logo depois retomou a compostura.
- Você nunca adivinharia minha idade rapaz. E antes que perca minha paciência com meras ovelinhas do tempo por que vocês não abandonam esse recinto tão confortável e vão viver suas alienadas vidas atrás de um ser que me dá vergonha apenas de saber que existe ?
- Se eu fosse você dobrava a língua para falar conosco homem. Somos a guarda suprema de Minuthus, somos seus filhos mais próximos, somos os guardiões de seu nome, os detentores de um fagulho de seu poder.
- É estranho você me dizer que é filho dele, não que eu duvide, por que não tenho a mínima duvida de que ele seja capaz de gerar um filho e mandar matar sua amante para esconder os vestígios do que aconteceu, mas você deve ter o sangue de um imortal correndo nas suas veias então.
- Por que fala coisas tão sem sentido?
- Por que eu carrego o sangue de um imortal – Os homens se olharam e gargalharam. – Se duvidam, por que simplesmente não pedem uma prova?
- Então esta certo senhor doido varrido, você pode provar que tem o sangue de um imortal nas veias?

Eu já havia visto aquela cena. Cenis pegou um punhal de prata que carrega no cinto e fechou a mão na lamina, e quando viu um pequeno rio de sangue escorrer pelo canto da mão puxou a mão com violência, para que fizesse um corte maior. Os homens o observavam com cara de espanto. E viram que logo depois os pingos de sangue do chão voltaram, como se o tempo voltasse no ferimento, até que o buraco se fechou, deixando a palma da mão de Cenis sem vestígios de sangue.
Para não parecer vencido, o hoemem que subira na mesa deu um passo a frente:

- Me prove que isso não é magia.
- Não posso te provar, até por que isso é magia.
- Então esta explicado seu truque, só não sabia que você seria tão idiota a ponto de você mesmo me contar como fez aquilo.
- E o que você acha que seu Deus sujo sabe fazer? Você acha que a maneira como ele controla o tempo não é magia? Mas não entremos em uma discussão sem sentido, só estou pedindo que se retirem daqui imediatamente antes que eu o faça a força. Aproveitem e ponham fogo em suas vestes imundas e esqueçam esse ser repugnante, indigno da existência, aprendam que um Deus tem um valor, tem princípios bons e honestos, os que são desprovidos de tal virtude são demônios da pior laia.
- Não vou suportar mais insultos, não tem o direito de falar assim de um Deus, você devia temer a ira de um ser tão alto, e se não teme, temerá a ira de seus servos.
- Você mesmo se julga um servo, que patético, nem mesmo você merece continuar a viver, mas não serei eu que vou te matar, será sua ignorância.
- Cinco minutos, te espero em cinco minutos na rua, não quero sujar esta taverna com o sangue de alguém tão imundo como você – Cenis virou as costas, pegou sua espada na mesa e se dirigia até a porta.
- Vale a pena senhor? – eu lhe perguntei – realmente vale a pena?
- Maciel, aprenda uma coisa: tudo que vem dele me da raiva. Você já devia saber disso.
- Mas senhor
- Sem “mas” Maciel. Peça outra jarra de vinho para mim, e já peça um frango assado com salada verde, eu acho que eles tem dinheiro para bancar um jantar nosso – Cenis sorriu, ele sempre tem essa mania, essa mania mercenária de ser. Certamente ele só mataria algum deles se houvesse necessidade, mas faria questão de roubar-lhes até a última moeda de Zeni que carregassem.
Cenis tirou o sobretudo pesado que o cobria e o atirou no chão, tirou a cota de malha do torso e ficou nu na parte de cima do corpo. Desembainhou a espada, uma espada enorme, de lâmina preta, com algumas gotas de sangue escorrendo suavemente por ela, até chegarem na base da lâmina, que era dourada e, fixa a ela, duas gemas, uma preta e outra branca, a empunhadura era dourada e na ponta uma gema cinza caro. A espada botava medo nas pessoas, mas não pareceu surpreender os homens de Minuthus:

- Sou admirador da honra na hora de uma luta, acho desonesto lutar em desvantagem numérica então sugiro – antes que pudesse terminar de falar todos os homens o cercaram, fazendo uma roda ao redor do alvo – bom, se vocês não se importam então tudo bem.

Cenis ficou parado e um deles deu o primeiro golpe, com uma espada de duas mãos com uma amina grossa, direto nas costelas de Cenis, que defendeu com a espada, segurada com apenas uma mão. Atrás dele ele sabia haver um arco e de repente ouviu o barulho de algo rasgando o ar atrás de si, Cenis pulou tão alto que deu um mortal de costas no ar, conseguindo ver a flecha que passou a um palmo de seu rosto e acertou a testa de um dos homens que estava reto a ela. Os homens apenas fecharam a roda e pareceram não der importância com o corpo inerte do companheiro:

- Além de fracos desprezam a importância de uma vida, vocês não valem a pena mesmo.

Dois homens avançaram em sua direção segurando uma espada de lâmina fina e curta, eles vinham pelo lado e Cenis pulou para frente, fincou a espada no chão e deu cotoveladas para trás, acertando em cheio o nariz de um e o pescoço de outro, caindo desmaiados no chão:

- Próximos – gritou Cenis, estampando em seu rosto um sorriso largo, deixando a vista seus dentes meio amarelados.

Na sua frente um homem com um martelo militar se adiantou e quando foi atacá-lo sentiu um puxão em seus cabelos e teve de recuar dois passos para trás, ficando inclinado. Viu sair de seu peito uma lâmina ensangüentada, de porte largo, com corte perfeito:

- Acabou a brincadeira idiota – era a voz daquele homem robusto que subira na mesa da taverna.
- Tem razão, estou começando a sentir que vou suar.

A lâmina girou dentro dele, o fez sentir seus músculos repuxarem, ele gritou de dor enquanto suas pupilas dilatavam. Seu coração, estava perto daquele lugar, ele podia sentir a lâmina de metal frio quase encostar naquele lugar. Ele sentiu um vazio tomando conta do buraco do corte e viu a lâmina encolhendo em direção ao seu torso, um forte impulso de sangue jorrou para fora do corte quando a lâmina toda saiu, suas pernas tremiam e sentia pouca força nas mãos, de repente, ela primeira vez, sentiu seu corpo cair no chão, conseqüência de um corte:

- E agora homem, se levante e mostre essa força de um imortal – O homem se abaixou e falava baixo perto de seu rosto, tinha um mau hálito de cerveja – fale homem, fale por que tombou em combate, nenhum Deus jamais caiu em combate – o Homem o puxou pelos cabelos do chão e deixou sua cabeça cair na neve novamente.

Duas flechas saíram de algum lugar e acertaram dois clérigos dali, um no braço e outro no coração:

- Saia de perto do corpo dele, senão não terei piedade de tirar tua vida – Eu estava no telhado da taverna, consegui chegar lá a tempo quando vi o golpe que deram em Cenis. Agora mantinha uma flecha mirada na cabeça do líder deles – Afaste-se dele e sua vida será poupada, já conseguiram o que queriam, agora saiam daí.
- Por que eu daria ouvidos a um moleque que ainda nem saiu das fraldas?
- Você que pediu – Apesar de ter dezenove anos eu realmente aparentava ter menos, aparentava os quinze. Mirei para a esquerda e atirei uma flecha na testa de um elfo elegante que também me apontava um arco. Quando a flecha o acertou sua flecha disparou cegamente para trás de mim, e ele caiu no chão, certamente morto – Não pouparei outras vidas se não recuar.

O homem olhou ara os outros companheiros que pareciam estar com um pouco de medo agora. Ele apenas se virou e deixou sua capa passar pelo rosto de Cenis:

- Vamos embora. A justiça já foi feita.
- É isso que você chama de justiça? – perguntei
- Por que não seria?
- Quer dizer que seu eu matar a todos vocês por terem ferido meu amigo eu terei feito justiça? Vocês o atacam por que o seu orgulho estúpido foi ferido e me diz que isso é justiça?
- Ele apenas teve o castigo que merecia – aquilo me ferveu o sangue, Cenis nunca fez algo para ser castigado, Cenis nunca matou alguém se não fosse para poder continuar a viver, era o homem mais correto da terra, apesar de mercenário.

Eles deram as costas e, por mais que tivesse vontade, e mira, para fazê-lo ficar aleijado de uma perna, decidi não fazer por que sabia que de nada adiantaria, apenas um pouco mais de ódio e vontades de vingança.
Desci pelo telhado e fui até o corpo de Cenis. Seu sangue já havia voltado para seu corpo mas ainda estava desacordado, mas por que? Ele sempre melhorava assim que o ferimento estancasse. Com esforço consegui carregá-lo para dentro da taverna na frente do fogo para que se esquentasse, já que seu corpo estava gelado, e por cima dele coloquei seu sobretudo de pele de urso.

Se passaram dois dias e Cenis não acordou. Decidi levá-lo ao mago Gariar, um grande amigo nosso que sempre cuidava de Cenis quando estava por perto. Giriar também tem um ódio de Minuthus por que certa vez o Deus destruiu seu laboratório quando soube que o mago fazia experiências com o tempo.
Na rua uma nevasca fraca caia e chão estava tomado de neve, estava perfeito. Desenhei aqueles círculos, esperando que estivessem certos e entrei na luminosidade que apareceu assim que completei o desenho:

- Parte do laço, me ouça. Depois de um pacto feito, nada pode ser desfeito. Com honra você é capaz de cumprir seus deveres e favores. Vinde a nós .... dragão Holocausto.

Uma grande quantia de vento começou a soprar no lugar e de repente, dos céus, aparecia um dragão negro, enorme de dar medo. Aquele era Holocausto, um velho parceiro e amigo de Cenis, e meu conhecido, pois ele não confia muito em mortais humanos, os acha traiçoeiros:

- Vim rápido por que você me chamou pirralho. Quer dizer que Cenis não estava em condições de me chamar.
- Exatamente. Ele tombou em batalha, esta desacordado mas respirando.
- A quanto tempo ele esta assim?
- Dois dias.
- Você deixou que se passasse dois dias para me chamar seu idiota?
- Pensei que ele pudesse se recuperar.
- Você não te que pensar nem achar nada. Você tem apenas que me chamar se acontecer algo de ruim.
- Não fale assim comigo seu idiota – Holocausto tomara a sua forma humana. Um homem magro de vestes brancas e uma capa pesada preta, com seus chifres saindo da testa e suas asas membranosas saindo da capa.
- Quem você acha que é para falar nesse tom comigo? Esqueceu quem eu sou?
- Sei muito bem quem você é, e por isso que estou falando assim com você. Não se esqueça que minhas atitudes dependem da sua, seu dragão velho.
- Não vou te matar por que sei a consideração que Cenis tem a você, mas acho melhor você não falar mais nada senão vou esquecer de tudo e vou arrancar sua cabeça fora.
- Só por que você tem dezenas de anos a mais que eu acha que sou inferior a você? Que estúpido.
- Vamos parar por aqui antes que eu perca minha paciência eu idiota.
- Vou parar mesmo, antes que eu seja obrigado a recusar sua ajuda.
- Até parece que se você não quiser Cenis não vai comigo ver o velho Gariar.
- Quer experimentar?
- Você esta duvidando de meu poder rapazinho? – ele me fitou nos olhos e eu respondi com um olhar apavorantemente igual – vamos ver se eu não tiro ele daqui então – Holocausto correu em direção ao corpo de Cenis deitado para pegá-lo rápido.
- Não vai adiantar Holocausto – coloquei a mão no bolso e tirei uma pequena varinha feita de orvalho seco, com desenhos esculpidos em sua extensão – bloqueio .... em .... cem pés – aquela luz azul formou um casulo ao redor da taverna e mais ninguém poderia passar por ali.
- Você acha que isso vai me trancar aqui dentro? – Holocausto caminhava em direção a saída carregando o corpo de Cenis no colo e, quando passou pela barreira, se viu entrando na taverna novamente – Retire isso garoto.
- Após um pedido de desculpas terei um imenso prazer em ajudar.
- Retire isso agora garoto, e se contente com sua cabeça no lugar.
- Peça desculpas, e se você me matar saiba que a maia nunca mais será dissipada.

Por pedidos de Cenis não vou continuar a relatar o que aconteceu logo depois daqui para não envergonhar Holocausto. Passados dez minutos:

- Suba e segure Cenis, vou voar o mais rápido possível.
- Você sabe que fico enjoado quando voa muito rápido.
- Quem disse que estou preocupado com você?
- Da próxima vez vou pensar duas vezes antes de cancelar os efeitos de uma magia.
- Vamos logo – Holocausto subiu bem alto e começou o vôo, viajamos extremamente rápidos e chegamos em nosso destino em, no máximo, trinta minutos.

Sunday, January 07, 2007

Mil desculpas

nao .... isso nao é um conto ou algo do tipo .... venho me desculpar por tanto tempo sem postar nada (até parece q alguem entra pra conferi) mas tenho a continuação da genese de um imortal só q esta em outro pc e nao tnho como acessa-lo agora, o mais breve possivel eu passo para ca




obrigado