rês dias se passaram e Cenis acordou. Estava fraco de teve de ficar de cama por uma semana, sem sentir direito suas pernas. Gariar disse que era o efeito colateral da poção que ele havia tomado.
Holocausto ficou em uma hospedagem perto da casa de Gariar e eu fiquei com Cenis, a pedidos dele, em um quarto de hospedes luxuoso na casa do velho mago. Discutimos os próximos passos a serem dados. Decidimos que iríamos voltar a Gallian assim que ele se recuperasse por completo, atravessaríamos o oceano e voltaríamos as terras geladas para continuar nossa missão em busca de um amigo de Minuthus, para saber seu paradeiro atual.
Passaram-se mais três dias e era manhã, o dia amanheceu claro, com algumas nuvens no céu, a cidade estava movimentada devido as festas de boas vindas ao inverno. Os preparativos estavam praticamente prontos, as serpentinas atravessavam a cidade, pelos telhados das casas e hospedagens, o palco do show principal estava praticamente montado e as feiras estavam dispostas em seus lugares nas ruas largas que agora estavam estreitas. A atmosfera estava perfeita, estavam todos em harmonia enquanto o alto clero da cidade andava para observar as lojinhas e as pessoas:
- Como esta o movimento Maciel? – Cenis estava ansioso para poder levantar daquela cama e ficava sempre me perguntando como andava lá fora, se estava tudo bem.
- Esta quase tudo pronto, apenas mais alguns detalhes, terminarem o palco e tudo estará perfeito.
- Agente bem que podia ficar aqui para a festa – aquela idéia com certeza me agradava, mas tinha medo de Cenis estar brincando e estar testando minha curiosidade.
- Não sei se é uma boa idéia, quanto mais tempo perdermos aqui mais longe Minuthus pode estar.
- Ele não tem para onde fugir Maciel – Pronto! Cenis me provou que queria ficar para a festa. Por que ele jamais diria isso.
- Bom, se você acha que podemos correr atrás do tempo perdido depois.
- Isso foi um trocadilho?
- Por quê?
- “correr atrás do tempo perdido”? – Cenis deu uma risadinha quando imitou a minha voz.
- Não foi de propósito.
- Mas foi boa.
Holocausto entrou no quarto com seus passos largos, sua capa preta tinha uma caída tão pesada que nem mesmo um temporal de ventos a mexia, seus cabelos brancos estavam molhados e seus olhos pretos fitavam a sala toda:
- Como esta Cenis?
- Ele esta bem – Me adiantei.
- Não perguntei a você rapazote.
- Olha como você fala comigo hein?
- Vocês já vão começar? – Cenis falou em um tom alto – e, como Maciel já disse, estou bem Holocausto, me sinto bem melhor, sentindo um pouco mais as pernas.
- É bom saber que sua recuperação esta rápida. Mas então, para onde vai depois?
- Estamos pensando em voltar a Gallian – Cenis apontou para o outro continente enquanto falava.
- Tudo bem, eu os levo para lá.
- Não há necessidade meu amigo, quero curtir um pouco o mar, faz tempo que não converso com ele. E decidimos ficar para a festa de boas vindas ao inverno, assim cultivamos um pouco nosso lado espiritual.
- Se é assim que quer. Caso mude de idéia apenas me avise. Vou dar uma volta pela cidade.
Quando Holocausto se virou aconteceram duas grandes explosões na rua. O barulho foi muito alto e durante instante todos nós ficamos surdos:
- Vou lá ver o que é – Holocausto se virou e saiu pela janela, logo depois tomou sua verdadeira forma e foi em direção de dois focos de fumaça preta.
- Eu também, devem haver pessoas feridas – Cenis já se levantava crente em ir para o local.
- O senhor não vai a lugar algum Cenis.
- Sai Maciel, devem haver pessoas inocentes precisando de ajuda.
- Nesse momento é você precisa de ajuda. Se você quiser eu vou – Cenis me fitou com aquele olhar de raiva, cheguei a pensar que ele me empurraria para se levantar, mas apenas se deitou novamente.
- Certo, vá rápido e volte aqui para me dizer o que aconteceu.
- Já volto – peguei meu arco e minha aujava de flechas negras e sai pela janela, que tinha uma sacada e já dava direto para o telhado de uma casa.
Fui pelos telhados correndo e cheguei no lugar onde Holocausto estava brigando nos céus com outro dragão, um dragão azul enorme, maior que Holocausto, e ele parecia ter levado e estar levando uma surra. No chão um golem de granito batia nas casas e nos prédios quebrando tudo que via pela frente, e junto dele havia um homem de vestes verde-oliva soltas ao vento, usando um chapéu largo inclinado para baixo e andava tranquilamente, como se não houvesse nada acontecendo ao seu redor:
- Reverter o fluxo da natureza ... Marilia, deusa do puro, me glorifique com a transformação ... transmutar pedra em luz – Meus braços estendidos ao céu me mostravam que meu pedido havia sido atendido. As cicatrizes dos meus ombros cintilavam e o golem de repente se transformou em uma luz intensa. O homem parou e olhou para o lado, enquanto via o gigante brilhar e olhar para si mesmo, logo depois eles continuaram caminhando e o golem a quebrar as coisas.
Desci dos telhados e fiquei no meio da multidão que corria em sentido contrário ao que eu estava, todos fugindo dos estranhos que estavam estragando a decoração da cidade:
- Só uma flecha e já basta. Uma flecha certeira.
Meus dedos agarraram uma das flechas pretas, com uma pena de corvo e uma madeira negra. Coloquei no arco enfeitado pelos deuses e mirei um pouco para cima da multidão. No longe eu vi a cabeça do golem mas já sentia o chão tremer com seus passos pesados. A corda ficou vibrando enquanto eu observava a flecha fazer um arco no ar, indo em direção ao golem, rasgando o vento, e os passos pararam, junto com o barulho de madeiras sendo quebrada. Eu havia o acertado em cheio, sua pequena força boa não havia vencido minhas flechas negras, que quebravam com quase todo o bem existente no mundo. A multidão continuou correndo, até que de repente eu vi ao meu lado, caminhando levianamente, aquele homem de verde. Ele parou ao meu lado e olhou para mim, enquanto eu continuava olhando reto, sério:
- Boa mira. Mas não pense que será assim tão fácil me vencer. Espero que não sustente esperanças de me matar.
- Se estou pensando em te matar ou não é decisão minha.
- Para o seu bem eu espero que não. Seu amigo dragão vai tombar dos céus.
- Não diga asneiras. Primeiro: ele não é meu amigo e segundo: ele não vai perder, ele nunca perde.
- Sempre há uma primeira vez para tudo – eu saquei um punhal que tinha na parte de dentro das minhas vestes bege e pulei em cima dele. Senti apenas uma luz na altura do meu estômago, ela era quente, me queimando a barriga, e me vi acima de todos, ele me jogou longe com apenas uma mão e senti meu pulmão se espremer quando dei de costas em uma parede de pedra no segundo piso de uma estalagem. Até que só me lembro de uma multidão correndo e a minha direita vi Holocausto cair dos céus em forma de espiral e dar um baque no chão, e meus olhos se fecharam.
Tudo turvo, fora de foco. Pedaços de madeira e pedra quebradas recheavam o chão, as serpentinas paradas no ar, paradas no meio de se balé com o vento. Eu não sentia o vento, não sentia cheiro algum, tudo parado, pessoas feito estatuas, uns corriam, outros se levantavam, outros tiravam escombros de cima de pessoas queridas. Eu sentia meu corpo vivo, tomei coragem de me levantar e vi o corpo de Holocausto estendido com a cauda perto de mim. Minha preocupação era Cenis, meu braço esquerdo estava quebrado, sentia meu osso rasgar meus músculos quando mexia, e eu gritava de dor, enquanto minha barriga, em carne viva, repleta de bolhas me deixava enjoado.
A casa do velho Gariar estava intacta, sem nem o pó dos destroços alheios. Não havia ninguém no hall, nem na sala, nem nos quartos, e a casa realmente estava vazia. No quarto de hospedes apenas um bilhete: fomos para o lado norte da guerra, esperamos vocês dois lá. Agora estava tudo perfeito, Holocausto estava ferido, senão morto, minha barriga queimada e Cenis longe.
Por sorte achei duas poções contra queimaduras, que deviam ser banhadas em folhas de goiabeira e feito uma pasta das folhas, e uma poção de cura milagrosa. Após colocar a pasta de folhas de goiabeira na barriga e enfaixar fui até Holocausto, e a cidade toda destruída, a festa acabada, pessoas mortas sob escombros ou pedaços delas pelo caminho. Holocausto tinha voltado a sua forma humana e estava realmente ferido, sangrando até pelos olhos. A poção fez seus ferimentos estancarem, até seu sangue voltou para seu corpo, no fim uma luz surgiu acima de seu corpo e caiu em seu peito, fazendo com que ele levantasse em um pulo:
- O que houve ? – perguntou Holocausto.
- Não sei, aquele homem de verde me atacou e acabei desmaiando.
- Você tentou lutar contra ele?
- Óbvio.
- Além de humano é burro. Você sabe quem era aquela pessoa?
- Não faço a mínima idéia, mas era poderoso.
- O nome dele é Minuthus – minha cabeça estava começando a organizar as informações, mas essa informação pareceu um turbilhão entre montes de papéis.
- Aquele Minuthus?
- Sim, aquele Minuthus. Mas aonde esta Cenis?
- Ele e Gariar sumiram, mas deixaram isso – coloquei a mão dentro das minhas vestes rasgadas e chamuscadas, tirei aquele pedaço de papiro de dentro e o entreguei.
- Certo, vamos indo?
- Para onde?
- Para a ilha do véu, no continente do caos. Lá é uma das bases da guerra do continente.
- Não tinha pensado nisso.
- Claro que não.
- Nem nesse meu estado você me da um pouco de trégua?
- E esse seu braço?
- Quebrado.
- E por que não o imobilizou ainda?
- Não achei instrumentos, e outra, como imobilizaria meu braço apenas com uma mão?
- Vamos cuidar disso e partimos.
Holocausto colocou meu osso no lugar e imobilizou com uma tala e panos rasgados. Estávamos prontos para partir. Holocausto subiu alto e começou a voar:
- Você esta devagar – indaguei.
- Não posso voar rápido demais, senão você pode cair.
- Não se preocupe comigo, estou firme. E não se esqueça que temos urgência.
- Se você que diz, apenas se segure firme.
A velocidade era enjoativa, por pouco não vomitei algumas vezes. Chegamos no nosso destino rápido e lá a guerra já havia começado a décadas. Os corpos dos mortos estavam intactos, graças a maldição do lugar. O cheiro era aquele mesmo de alguns anos atrás, e senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto, aquela lágrima era mais um pedido de desculpas, e eu ainda devia demais:
- Lá estão eles – Holocausto apontou para baixo e vi Cenis abanar, já de pé, e ao seu lado o velho Gariar.
Estavam numa clareira de um pântano. Holocausto chegou o mais próximo do chão, batendo em algumas árvores, para Cenis poder me pegar.
- Obrigado Cenis.
- Seu braço esta quebrado?
- Sim.
- Maldito, você já sabe quem foi que fez aquilo? – Cenis estava claramente irritado.
- Sim, fiquei sabendo que foi Minuthus. Foi ele que queimou minha barriga e quebrou meu braço também.
- Ele tentou invadir minha casa. Certamente queria matar Cenis – Gariar tinha um ar triste na voz – e você Cenis, trate de se acalmar.
- Ele me paga. Ele vai sentir toda dor que proporcionou as pessoas ate hoje na lâmina da minha espada.
- Não será agora Cenis – Holocausto vinha do meio de algumas árvores secas – tem que ficar calmo. E outra: Minuthus não esta aqui nas terras do Caos.
- Mas eu e Gariar o vimos.
- Não se esqueça que além de tudo ele é um Deus. Qual a dificuldade que ele teria de acelerar o tempo sem que não percebêssemos e depois voltasse o tempo quando já estivesse onde quisesse.
- Foi isso que ele fez comigo – agora eu estava entendendo como ele apareceu do meu lado.
- O que houve Maciel? – Cenis olhava para mim como se eu tivesse a resposta para todas as perguntas.
- Ele estava bem longe no meio da multidão lá na cidade, e de repente apareceu do meu lado, e me atacou.
- Deixando detalhes a parte. Precisamos decidir o que faremos – E Gariar estava certo, estávamos sem lugar para repousar, sem comida, sem água e sem nada.
- Não há problema – Holocausto falava calmamente – conheço alguém aqui perto. Conheço um dragão que mora em uma caverna próxima e tenho certeza que nos acolherá muito bem.
- Certo. Vamos indo, não temos tempo a perder. Se Minuthus realmente é um Deus e quer nos matar ele não vai demorar para nos achar.
Duas horas de caminhada pelo pântano chegamos a uma caverna cheia de limo e de ossos na entrada:
- Eu entro e converso com ele – Holocausto se transformou em dragão e adentrou a caverna.
Alguns minutos depois saiam de dentro dela Holocausto e um homem alto, de seus quarenta nos, com cabelos ruivos compridos e de olhos vermelhos, com pele bem branca:
- Ele nos aceita aqui. Podemos ficar aqui o tempo que for necessário, só tendo de manter o silêncio e a ordem.
- Temos um acordo senhor ... não sei seu nome.
- Meu nome é Valigori, sou filho do dragão rei dos dragões vermelhos.
- Senhor Valigori, meu nome é Cenis
- Eu sei quem você é.
- Esses são Maciel, meu escudeiro e esse é Gariar, um velho amigo mago.
- Vocês são bem vindos a minha humilde caverna, só peço que não toquem em nada.
- Suas exigências serão devidamente respeitadas. E agradecemos desde já esse favor.
Dentro da caverna haviam pinturas penduradas nas paredes desniveladas, sofás de couro vermelho, uma lareira e uma cama de casal com um cobertor vermelho de seda:
- Vocês podem se acomodar ali – ele apontou para um lugar onde havia um canto de chão nivelado e bastante madeira e feno – aqui é frio a noite, recomendo que façam uma cabana com essas madeiras, acho que daria certo.
- Sem dúvida é uma ótima idéia – Cenis examinava as madeiras segurando o queixo.
A noite Cenis saiu para caçar e voltou carregando um porco, que foi devidamente assado. Um pequeno iglu foi feito com as madeiras, grande o bastante para nos acomodar dentro dele, a todos nós.
Depois de discutirmos sobre nosso próximo passo fomo dormir, um calor estava me incomodando e quando abri os olhos durante a noite vi sobre mim labaredas de fogo:
- Fogo! – quando eu gritei Cenis se virou e olhou para cima, se deparando com as chamas também. Gariar e Holocausto acordaram assustados, percebi que Holocausto já ia me xingar até que viu o fogo.
- Para fora, agora! – Cenis me empurrava para fora dali – Rápido, vamos rápido!
Lá fora a história piorou. O dragão Valigori estava na sua forma de dragão e puxava ar para baforar a todos nós. Cenis pulou na minha frente e me abraçou, o fogo pegou em todo ele e queimou meus pés. O cheiro de carne queimada tomou o lugar e Cenis se virou, deixando a minha vista suas costas totalmente queimadas, em carne viva sangrando e roupas chamuscadas:
- Aqui é o final da linha para vocês – o dragão ficou de pé enquanto Holocausto e Gariar saíram do iglu.
- Na verdade é o final da linha para você. Maciel, minha espada – eu corri até o iglu que já queimava e peguei tudo que pude.
- Aqui – entreguei a ele ainda na bainha, pois a espada queimaria meu braço todo se a desembainhasse.
- Certo. Valigori, filho do rei dos dragões vermelhos, antes que morra me responda: foi Minuthus que mandou você fazer isso?
- Ele não mandou nada, ele esta me pagando para isso.
- Cenis, deixe ele comigo – Holocausto tirou a capa pesada de cima do corpo e suas runas começaram a brilhar – Leve Gariar e Maciel daqui. Maciel esta ferido e Gariar esta em desvantagem contra o fogo.
- Vou levá-los para um lugar seguro e volto aqui para te ajudar.
- Eu que arrumei esse lugar, me deixe aqui – suas runas brilharam intensamente e ele se transformou em um dragão branco, com chifres e uma cauda negra – Valigori, não vou poupá-lo do castigo por ter se vendido.
- Cada um sobrevive do jeito que pode. Mas lamento dizer que vocês não vão sair daqui, tranquei a passagem para fora com rochas.
- Só isso? – Cenis riu alto com as mãos na cintura – e você ainda tem coragem de dizer que sabe quem eu sou.
Valigori investiu contra Holocausto e os dois se digladiariam aos socos e mordidas quando eu, Gariar e Cenis saímos correndo até chegarmos a saída trancada por rochas enormes:
- Isso vai doer – Cenis embainhou a espada e serrou as mãos.
- Não Cenis, isso não – Mas não adiantava eu insistir.
Cenis gritava de dor enquanto esmurrava as rochas fazendo elas racharem e quebrarem. Eu ouvia seus ossos quebrarem e o sangue sujava a rocha. Eu podia sentir sua dor de certa forma. Ao fundo os urrus dos dragões preenchia aquele cenário infernal. As pedras pareciam todas rachadas a ponto de quebrarem:
- A partir daqui deixe para mim Cenis – Gariar fez gestos desconhecidos para mim e no ar um símbolo apareceu, era o símbolo da água.
O símbolo brilhou em azul e dele um forte jato de água saiu em direção das rochas, atingiu de forma tão forte que jogou as rocha para fora da caverna, deixando a passagem livre:
- Pronto.
- Bom trabalho Gariar – Cenis fez continência para o mago e depois saímos correndo dali.
Antes de realmente sairmos da caverna um jato forte de sangue nos atingiu em cheio, era tanto sangue que chegou a empossar o chão. O medo maior era olhar para trás e ver o corpo de Holocausto caído. Por isso não me virei:
- Holocausto ! meu amigo – Cenis correu de volta e eu consegui imaginar a cena, por isso não me virei, apenas sentia o sangue quente de Holocausto aquecer meus pés até minha canela.
- Vamos indo Gariar – peguei pela mão do mago e o arrastei.
- Não, precisamos ajudar Cenis.
- Ele ficará bem, deixe ele sofrer sozinho - acho que Gariar entendeu o que eu quis dizer, tanto que se virou e correu comigo para longe dali.
Algumas horas se passaram e vimos Cenis se aproximar cheio de sangue, junto de lágrimas e carregava a espada ensangüentada fora da bainha. Todo seu corpo estava sujo de sangue, limpo apenas onde as lágrimas escorriam:
- Esta feito – Cenis se aproximou e sentou no chão, deixando a espada na sua frente – agora começou, esta feito.
- O que houve Cenis? – perguntei temendo a resposta.
- Minuthus entendeu meu recado na caverna.
Na caverna tudo estava um silêncio. O sangue empoçava o chão e o corpo de um dragão estava pendurado em uma pedra pontuda, com a cabeça atravessada na pedra. E escrito nas paredes com sangue: estou cansado de brincar de gato e rato. Se você tem o mínimo de virtudes você vai se apresentar perante mim e desse encontro somente eu sairei vitorioso.
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