Capítulo três: No Cais do porto, as 18:30 (sem atrasos).
Douglas estacionou o carro em frente ao mercado público. Ficou observando o lugar durante um bom tempo, até que achou o pólo branco dos chefões. "Malditos, não posso agir agora....se bem que". Douglas tateou o banco do carona e puxou o carpete, onde ficava o esconderijo de um revólver. "Perfeito. É hoje que vocês morrem seu bando de cretinos".
A noite ja permanecia no céu, alguns ônibus chegavam no terminal enquanto Douglas atravessava a rua correndo discretamente, em direção da passagem subterrânea que levava ao cais. Tudo estava mais pixado, mais bagunçado do que antes. O cais estava em obras. quando saiu havia uma pequena proteção de madeira. O barulho da água dava uma sensação de conforto e alguns carros passavam pelo chão de pedras batidas, fazendo um barulho caracteristico. O pólo estava a uns duzentos metros a sua direita. Douglas colocou o revólver na cintura e começou a caminhar. "Parabéns Douglas, você começou a caminhar sem antes bolar algun plano. Como você é genial Douglas. Pelo menos agora preciso contar com a sorte de eles não me revistarem".
O caminho foi maçante. Douglas sentia o cheiro de tabaco de longe. O chefão estava sentado no capo do carro, com um terno branco e com um charuto na boca, cercad por quatro seguranças, todos pouco afastados. "Quem sabe faze-lo de refém?". O homem virou a cabeça e, ao avistar Douglas, ficou ereto e com os braços esticados:
- Douglas meu irmão - sua voz era grossa e tinha um sotaque que Douglas nunca soube dizer qual era, mas muito parecia com o sotaque paulista.
- Como vai sr. Robson?
- Sem "sr", você sabe que isso me da nos nervos.
- Claro, me desculpe.
Robson abraçou Douglas e tirou a arma de sua cintura:
- Sabia que você vinha armado.
Robson abriu o tambor e tirou as seis balas, depois devolveu a arma a Douglas:
- Bom, vejo que você esta seguindo as instruções da agenda, muito bem. Continue assim, pelo menos por enquanto. Talvez comece a vir algumas lembranças em sua memória, bom, tudo que você precisa saber vai aparecer, se é que ja nao apareceram.
- O que eu preciso fazer?
- Bom, pensei em enrolar um pouco, mas parece que até você esta ansioso - Robson bateu no capo do carro e um segurança desceu, com um grande envelope de papel celofane - Aqui nesta pasta - o segurança entregou o envelope a Douglas e voltou para o carro - esta tudo que você precisa saber sobre um homem que você precisa matar para mim.
- Certo.
- Por enquanto é isso. Basta você seguir o que diz na agenda e fazer o que eu estou te pedindo que você terá a recompensa.
"Seu porco nojento. Eu vou te matar na primeira oportunidade que você me der seu cretino filho de uma puta"
- Até mais - Robson apertou a mão de Douglas e entrou no carro, que saiu logo em seguida.
"Maldito filho de uma figa. Você me paga". Douglas voltou para o carro, abriu a agenda e viu dois dias depois: Gasômetro, 18:30. "Sua hora esta chegando cretino". Douglas rasgou o resto da agenda depois do próximo encontro. "Ou você morre ou eu morro. E creio que será você que vai tombar". Douglas deu a partida, comprou munição com um pivete na redenção e foi para o seu apartamento.
A luz deixou claro que ninguém visitava o lugar a um certo tempo, por causa da poeira. O apartamento tinha um leve cheiro de mofo e de fumaça de cigarro. As paredes tinham cores claras e os móveis de design moderno, com bastante curvas, que acabava caindo muito bem no espaço limitado que tinha. Douglas seguil para o banheiro, onde tomou um banho, depois tomou um iogurte que havia ficado na geladeira. Ao chegar no quarto viu a tradução que fazia de um escritor novo na frança, que começou a fazer sucesso."Preciso ir a um super-mercado antes que eu passar fome e preciso terminar esse trabalho".
Douglas tentou traduzir um pouco e quando viu que estava com a cabeça cheia de pensamentos fora do trabalho, fechou o livro e foi dormir, sabendo que em dois dias sua vida seria totalmente resolvida.